Eis o comentário (a poesia) da notícia.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Dove se desculpa por propaganda considerada racista


A marca de cosméticos Dove, propriedade da gigante holandesa Unilever, pediu desculpas após a difusão online de um anúncio que ganhou muitas acusações de racismo.

"Em uma imagem publicada esta semana, erramos ao representar as mulheres de cor, e lamentamos profundamente os danos causados", declarou a marca em uma mensagem publicada nas redes sociais Facebook e Twitter.

Na propaganda em questão, um anúncio de três segundos para um sabão líquido, uma mulher negra tira uma camiseta para revelar uma mulher branca, que remove sua camiseta e revela uma terceira mulher.

O vídeo, originalmente transmitido na página Facebook da Dove Estados Unidos e subsequentemente suprimido, foi amplamente denunciado pelos internautas em todo o mundo.

"A propaganda da Dove é racista, irresponsável, insensível, desconectada, desagradável e deve receber o preço da cebola podre", tuitou nesta segunda-feira @LebonaMoleli.

"Ser negro significa ser sujo e indesejável?", postou @Social_Heretic, pedindo um boicote aos produtos Dove e Unilever.

A hastag #BoycottDove era amplamente replicada na rede social na manhã desta segunda-feira.

Na Bolsa de Valores de Londres, às 7h30 GMT (4h30 de Brasília), o preço da ação da Unilever caia ligeiramente 0,39% em um mercado estável.

Em 2013, uma marca de cosméticos da gigante Unilever teve que se desculpar após a polêmica criada por um concurso na Tailândia em torno de um produto para clareamento da pele.

G1 – Economia – 09/10/2017

Linda homenagem
falando da beleza feminina.
Feia mensagem
não havendo disciplina.
Quanto mais nos fortalecemos
para cima de tudo,
menos racista seremos
mesmo atrás de um escudo.

Murilo Conti Vieira




segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Massacre do Carandiru faz 25 anos; Justiça suspende novos júris até STJ julgar recursos



A justiça de São Paulo suspendeu recentemente a realização dos novos júris do massacre da Casa de Detenção do Carandiru até que recursos especiais do Ministério Público (MP) e das defesas dos policiais militares acusados de matar presos em 1992 sejam julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
Ao todo, 111 detentos morreram durante a invasão da Polícia Militar (PM) no dia 2 de outubro daquele ano para conter uma rebelião na Zona Norte. Nesta segunda-feira (2) o caso completa 25 anos sem qualquer punição para os responsáveis pelos assassinatos.
Isso porque no dia 11 de abril deste ano o Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo manteve a decisão de setembro de 2016 que anulou os cinco julgamentos que haviam condenado 74 PMs pela morte de 77 presidiários. Os magistrados entenderam que os jurados tinham votado contra às provas do processo: por exemplo, não foi possível individualizar a conduta de cada policial para saber quem matou quem. No tumulto, 34 presos teriam sido mortos pelos próprios colegas de cela.
Em contrapartida, a maioria dos desembargadores do TJ, que representa a segunda instância da Justiça, determinou que os réus fossem julgados novamente em datas a serem marcadas por um juiz de primeira instância, o que ainda não ocorreu.
O caso segue sob segredo de Justiça porque a defesa dos réus conseguiu autorização judicial para que os nomes dos PMs não fossem divulgados.
Nos júris anteriores, que tinham sido realizados entre 2013 e 2014, os policiais haviam recebido penas que variavam de 48 a 624 anos de prisão. Somadas, elas chegavam a 20.876 anos, mas todas as penas foram extintas com as anulações dos júris. De todos os réus, só um está preso, no entanto por outro crime, no caso, executar travestis. Vale lembrar que, pela lei brasileira, ninguém pode ficar mais de 30 anos detido. Nesse período, ao menos três dos PMs réus que continuam na ativa foram promovidos pela corporação, segundo o Diário Oficial de São Paulo de 2016, 2015 e 2009.
A invasão do Carandiru foi comandada pelo coronel Ubiratan Guimarães, que em 2001 chegou a ser condenado a 632 anos de prisão pela morte de 102 presos. No ano seguinte, ele foi eleito deputado estadual. Em 2006, o órgão especial do Tribunal de Justiça o absolveu da condenação. Naquele mesmo ano, ele foi morto a tiros em seu apartamento. Acusada pelo crime, a advogada Carla Cepollina, namorada do coronel, foi absolvida pelo mesmo TJ em 2012.
Como o MP e os advogados dos PMs não concordaram com a decisão de abril do Tribunal de Justiça, eles recorreram à instância superior do judiciário, no caso o Superior Tribunal de Justiça. Apesar de não quererem a realização de novos julgamentos, Promotoria e defesa fizeram pedidos diferentes ao STJ.
Enquanto o Ministério Público pede a manutenção das condenações anteriores dos policiais pelo massacre, os advogados dos PMs querem a absolvição sumária de todos os seus clientes antes mesmo de eles serem julgados por júris populares.
Diante disso, o desembargador Renato de Sales Abreu Filho, presidente da Sessão de Direito Criminal do TJ de São Paulo, mandou suspender no último dia 3 de julho deste ano a marcação de novos julgamentos pelo massacre do Carandiru.
O magistrado determinou ainda que os novos júris populares só poderão ser realizados após a decisão do STJ sobre os pedidos do Ministério Público e das defesas dos réus.
Ainda na terça-feira (26) passada, Abreu Filho concordou com o encaminhamento integral do pedido do MP para o Superior Tribunal de Justiça. E levou a solicitação parcial dos advogados ao STJ.
Pela lei, o TJ precisava se manifestar a respeito desses recursos. Tanto que o mesmo magistrado negou os pedidos extraordinários da Promotoria e das defesas para o Supremo Tribunal Federal (STF).
“O recurso admitido que vai para o STJ está muito bem fundamentado”, disse o promotor do caso, Márcio Augusto Friggi de Carvalho, ao ser procurado pelo G1 para comentar o assunto. “Tenho plena confiança de que o recurso seja acolhido pelo STJ para prevalecer a vontade do povo.”
A reportagem não conseguiu localizar os advogados dos PMs para tratar do caso. O G1 ainda enviou e-mail a assessoria de imprensa do Superior Tribunal de Justiça para saber se há uma previsão de quando os recursos da Promotoria e defesa serão analisados. Em resposta, o STJ respondeu que "informamos que as petições ainda não foram autuadas no sistema do STJ".
Em 13 de fevereiro deste ano, a Defensoria Pública de São Paulo encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedido pela federalização dos julgamentos. Procurada nesta semana, a assessoria de imprensa da Defensoria informou que "ainda não houve resposta da PGR ao pedido da Defensoria."
G1 – São Paulo – 02/10/2017


Estado esse que me sinto,
longe da realidade.
Não posso, mas minto
dessa bestialidade.

Viver sem estar vivo.
Comer sem sentir gosto.
Andar sem as próprias pernas.
Olhar e não enxergar nada.

Morto, ou não vivo?
Este estaria
se o passado fosse mudado.
E a alma ficaria,
em um leito repousado.

Murilo Conti Vieira


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Clubes vão ceder atletas e pedem 3 anos sem rebaixamento para Chapecoense


Os principais clubes brasileiros iniciaram um movimento para reerguer a Chapecoense após o trágico acidente aéreo que vitimou 75 pessoas na madrugada desta terça-feira (29). Embora a prioridade seja a de prestar todo o apoio aos familiares, discussões em relação ao futuro esportivo do clube catarinense estão em curso.
Os departamentos jurídicos dos clubes estão em negociação e uma nota foi divulgada. A cessão de jogadores sem custo para a temporada 2017 foi definida. Os clubes também sugeriram que a Chapecoense não seja rebaixada nas próximas três edições do Campeonato Brasileiro caso termine entre os quatro últimos colocados.
"O Flamengo prestará todas as homenagens e fará questão de participar do esforço para reerguer a Chapecoense. Vamos nos concentrar agora em ajudar as famílias e cuidar dos feridos", afirmou o presidente Eduardo Bandeira de Mello.
Todos os principais clubes se manifestaram sobre a tragédia. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) acompanha tudo com o diretor geral de competições, Manoel Flores. Até o momento, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Portuguesa, Joinville, Coritiba e Vasco aderiram ao movimento. 
Neste momento de perda e de profunda tristeza, nós, presidentes dos clubes brasileiros que publicam esta nota, gostaríamos de manifestar nossos mais sinceros sentimentos de pesar e solidariedade à Associação Chapecoense de Futebol e seus torcedores, e em especial às famílias e amigos dos atletas, comissão técnica e dirigentes envolvidos na tragédia ocorrida na madrugada desta terça-feira (29).
Mesmo cientes dos prejuízos irreparáveis provocados por este terrível acontecimento, os clubes entendem que o momento é de união, apoio e auxílio à Chapecoense.
Neste sentido, os clubes anunciam Medidas Solidárias à Chapecoense, que consistirão, dentre outras, em:
(i) Empréstimo gratuito de atletas para a temporada de 2017; e

(ii) Solicitação formal à Confederação Brasileira de Futebol para que a Chapecoense não fique sujeita ao rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro pelas próximas 3 (três) temporadas. Caso a Chapecoense termine o campeonato entre os quatro últimos, o 16º colocado seria rebaixado.

Trata-se de gesto mínimo de solidariedade que se encontra ao nosso alcance neste momento, mas dotado do mais sincero objetivo de reconstrução desta instituição e de parte do futebol brasileiro que fora perdida hoje.
uol – Esporte – Futebol – 29/11/2016



Sem os olhos para a escuridão.
Sem os ouvidos para o silêncio.
Sem os dedos para o vácuo.
Sem o nariz para o inodoro.
Sem a língua para o impalatável.
No presente futuro
com a mente libertada,
no planalto de águas mansas
enxugando um amor deprimido.
Brisa forte trazendo a mim
garota vívida de pele branca
numa sombra clareada pela lua
morta por assombros dela nova.
No imaginário de um sol fervente
pingando em chão lamacento
descobrindo pessoa morta
sem pele branca queimada.

Murilo Conti Vieira

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Sérgio Cabral tem cabeça raspada após chegar a presídio do Rio


O ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), preso nesta quinta-feira (17) pela Polícia Federal, teve a cabeça raspada após chegar ao complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
Ele chegou ao local com uma camisa social azul clara, mas teve que trocar a roupa por uma calça jeans e camiseta branca, igual a de outros presos da unidade. Cabral está em uma cela com outros cinco presos da Operação Calicute desta quinta.
O ex-governador passou a noite em uma cela de nove metros quadrados e aceitou o café da manhã da unidade: um pão com manteiga e café com leite, mesmo cardápio dos outros detentos.
No almoço e no jantar, o cardápio é composto por arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha (carne, peixe, frango), legumes, salada, sobremesa e refresco. Já o lanche é um guaraná e pão com manteiga ou bolo.
Cabral foi preso por suspeita de desvios em obras do governo estadual feitas com recursos federais. De acordo com a denúncia, ele recebia "mesadas" entre R$ 200 mil e R$ 500 mil de empreiteiras, segundo procuradores das forças-tarefa da Lava Jato do Rio e no Paraná.
Além do ex-governador, outras nove pessoas foram presas na Operação Calicute – um desdobramento da Lava Jato. O prejuízo é estimado em mais de R$ 220 milhões. As principais obras fraudadas foram o Arco Metropolitano, a reforma do Maracanã e o PAC das Favelas.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Cabral chefiava a organização criminosa e chegou a receber R$ 2,7 milhões em espécie da empreiteira Andrade Gutierrez, por contrato em obras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
O esquema também envolvia lavagem de dinheiro por meio de contratos falsos com consultorias e da compra de bens de luxo – que incluíam vestidos de festa, joias e uma lancha avaliada em R$ 5 milhões, e até cachorros-quentes de uma festa de aniversário do filho de Cabral.
O procurador disse ainda que a propina exigida pelo ex-governador era de 5% por obra, mais 1% da chamada "taxa de oxigênio", que ia para a secretaria de Obras do governo, então comandada por Hudson Braga. Segundo o procurador, os pagamentos de mesada a Cabral ocorreram entre 2007 e 2014.
A mulher do ex-governador, Adriana Ancelmo, foi alvo de condução coercitiva, quando alguém é levado para depor. Ela é suspeita de ser beneficiária do esquema criminoso.
O G1 ligou por volta das 13h para o escritório e para celulares de advogados que representam Cabral, mas não obteve resposta até as 20h. A defesa de Adriana informou que se pronunciará nesta sexta-feira (18).
A ação coordenada entre as forças-tarefa de Operação Lava Jato no Rio de Janeiro e no Paraná teve como base as delações premiadas do empresário Fernando Cavendish, ex-dono da Delta, e de executivos da empreiteira Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia. As informações passadas pelos colaboradores estão sendo ratificadas por uma série de indícios e provas diretas levantadas pelo MPF, PF e Receita Federal.
"Há fortes indícios de cartelização de obras executadas com recursos federais, mediante o pagamento de propina a funcionários e a Sérgio Cabral", disse Lauro Coelho Junior, procurador do MPF no Rio de Janeiro, em entrevista coletiva.
Segundo o procurador, os pagamentos de mesada a Cabral ocorreram entre 2007 e 2014. "Em relação à Andrade Gutierrez, foi firmado que havia o pagamento de mesada de R$ 350 mil, isso pago por pelo menos um ano. Em relação à Carioca Engenharia, o pagamento de mesada foi de R$ 200 mil no primeiro mandato, e no segundo mandato de Sérgio Cabral, essa mesada subiu para R$ 500 mil por mês."
Coelho Junior afirmou que a Andrade Gutierrez pagou pelo menos R$ 7,7 milhões em propina. E a Carioca Engenharia pagou pelo menos R$ 32,5 milhões.
O juiz Sérgio Moro, que também decretou a prisão de Cabral, citou a atual situação de crise financeira do Estado do Rio de Janeiro para justificar a medida. Moro afirmou que seria uma afronta deixar que os investigados continuassem usufruindo dos recursos das supostas propinas.
Procuradas, a Andrade Gutierrez e a Carioca Engenharia não quiseram se manifestar sobre as investigações. O presidente nacional do PMDB, Romero Jucá, disse que o partido não será afetado com a prisão do ex-governador. Ele acrescentou que espera que os fatos sejam investigados com profundidade e, a partir daí, se tenha uma convicção e julgamento na Justiça.
A ação foi chamada de Calicute em referência à uma região da Índia onde o descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral, teve uma de suas maiores tormentas. No Rio, foram expedidos 38 mandados de busca e apreensão, 8 de prisão preventiva, 2 de prisão temporária e 14 de condução coercitiva. No Paraná, a Justiça expediu 14 mandados de busca e apreensão, 2 de prisão preventiva e 1 de prisão temporária.
G1 – Rio de Janeiro – de 18/11/2016


Como pode
um presidiário
ser governador?
Ainda pensam
que a culpa
é dos partidos.

Murilo Conti Vieira

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Trump Presidente


Mesmo com Hillary Clinton apontada como favorita em praticamente todas as pesquisas de intenção de voto e nas projeções feitas por institutos e pela imprensa, Donald Trump foi eleito o 45º presidente dos Estados Unidos. Em seu discurso de vitória, prometeu reunir a nação e reconstruir a infraestrutura do país, dobrando o crescimento econômico. 
"Serei presidente para todos os americanos", disse. "Trabalhando juntos, vamos começar a tarefa urgente de reunir nossa nação. É isso que quero fazer agora por nosso país." Veja trechos do discurso no vídeo abaixo:
A candidata democrata ainda não reconheceu a derrota publicamente, mas telefonou para Trump. "Ela me ligou para me parabenizar por nossa vitória, e eu a parabenizei por uma campanha muito, muito dura. Ela lutou muito forte", disse presidente eleito em seu discurso. 
O republicano conquistou vitórias surpreendentes sobre Hillary em estados-chave para a definição, abrindo o caminho para a Casa Branca e abalando os mercados globais que contavam com uma vitória da democrata. 
A maré começou a virar a favor de Trump após as vitórias na Flórida, Carolina do Norte, Ohio e Iowa. Além disso, contrariando sondagens e projeções, Michigan, Wisconsin e Pensilvânia votaram em um republicano pela primeira vez desde os anos 1980.
Os democratas contavam com votos dos estados do Centro-Oeste, como Iowa, Ohio e Wisconsin, por causa do tradicional apoio dos negros e dos trabalhadores brancos. Mas muitos dos brancos dessa região, especialmente sem formação universitária, decidiram votar em Trump. A importância dessa classe para os democratas tinha sido subestimada em projeções feitas antes do pleito, segundo o jornal "The New York Times". Analistas dizem o apoio desses trabalhadores a Obama já tinha sido menor em 2012, principalmente pelo receio de perder o emprego para outros países. 
Os trabalhadores rurais de estados centrais e do Norte também escolheram em peso o republicano e fizeram diferença no resultado. 
Quando entrou o número de delegados do estado de Wisconsin na conta da agência Associated Press, Trump alcançou 276 delegados, ultrapassando o limite de 270 necessários para ser o vencedor no Colégio Eleitoral. Confira a apuração completa dos votos, estado a estado. Mesmo tendo menos votos totais, Trump será eleito porque a votação nos EUA é indireta, e cada estado tem um peso diferente. 
A vitória de Donald Trump provocou reações pelo mundo que vão desde o espanto até a euforia de líderes de direita.
Vladimir Putin, presidente da Rússia, enviou em um telegrama ao presidente eleito dizendo esperar uma melhora nas relações russo-americanas. Afirmou ainda "estar certo de que será iniciado um diálogo construtivo entre Moscou e Washington”. 
Jean-Marie Le Pen, dirigente histórico da extrema-direita francesa, parabenizou o eleito. "Hoje, os Estados Unidos! França, amanhã! Parabéns!”, afirmou. O presidente francês, François Hollande, disse que “o triunfo de Trump abre um período de incerteza”. Saiba o que disseram outros líderes internacionais. 
G1 – Especiais – Mundo – de 09/11/2016


Como será?
Só deles,
ou de todos nós?

A investida,
será que investe,
ou será a velha forma
de apreciar os outros?

Murilo Conti Vieira

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Terminal Rodoviário deverá ser transferido para outra área


A Prefeitura Municipal de São Carlos por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), irá encerrar o contrato de concessão do Terminal Rodoviário Paulo Egydio Martins à empresa Socicam.  O prefeito Paulo Altomani (PSDB) deverá publicar um decreto destinando uma área no bairro Nova Estância para a construção da nova Rodoviária da cidade. Esta área fica à margem da rodovia Washington Luís.
Em entrevista ao Jornal Primeira Página o secretário de Transporte e Trânsito Marcio Marino explicou que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) apontou irregularidades no contrato firmado com a Socicam em 2007. “A atual concessionária já foi devidamente notificada da decisão da Prefeitura e o prazo da concessão será encerrado de forma antecipada, com a conclusão do novo certame”, comentou.
Ele ainda apontou a necessidade de serem realizadas obras de revitalização, modernização e atualização dos equipamentos do Terminal Rodoviário do Município, o que traz a necessidade de investimentos financeiros dos quais a Prefeitura não dispõe.
A concessão teria o prazo de 10 anos renováveis, conforme o interesse da Prefeitura.  A concessionária dos serviços públicos será remunerada pela tarifa de embarque por passageiro, exploração dos serviços de guarda-volumes, estacionamentos e outros serviços prestados aos usuários, exploração de áreas comerciais internas e externas dentro do limite da concessão.
Em nota, a Socicam afirmou que o processo administrativo que envolve o edital e respectivo contrato de concessão do Terminal Rodoviário Paulo Egídio Martins referem-se à responsabilidades da Prefeitura Municipal de São Carlos e do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e estão sendo verificadas por eles.
São Carlos Dia e Noite – Cidade – de 20/10/2016


Amanhã, um novo dia surgirá
ao horizonte de um mundo neurótico,
de um povo esquecido, deprimido.
Mente doente, corpo bucólico.
Na vastidão do presente futuro,
perdido em oceano escurecido.
Poeira que nos apaga a lucidez
na velhice que caminha esquecido.
O fim mais anunciado,
perto de um precipício humano.
Com um recomeço aparente
para um desaparecer histórico.

Murilo Conti Vieira

Trump diz que aceitará resultado da eleição 'se ganhar'


Após dizer na noite desta quarta que decidirá "na hora" se aceitará o resultado da eleição presidencial, o candidato republicano Donald Trump disse nesta quinta-feira (20) em um comício em Delaware, Ohio, que reconhecerá o resultado "se ganhar".
"Aceitarei totalmente" o resuldato da eleição "se eu ganhar", afirmou. As eleições nos EUA serão no dia 8 de novembro.
No último debate com a democrata Hillary Clinton, Trump foi questionado se irá aceitar o resultado da eleição, independente de qual seja, e disse que vai "olhar isso na hora", não agora.
Ele voltou a levantar suspeitas sobre o processo eleitoral, acusando a imprensa de desonestidade. "Não estou avaliando nada agora. Vou olhar na hora", disse. Pressionado mais uma vez, afirmou: "O que estou dizendo agora é que vou dizer na hora. Vou mantê-los em suspense, ok?"
Hillary reagiu dizendo que esse é um padrão de Trump, que também já acusou o prêmio  Emmy de ser fraudado quando seu reality show "The apprentice" perdeu, e insinuou ainda que o FBI havia sido corrompido quando este deu um parecer que livrava a democrata de uma acusação no caso dos servidor de e-mails. Ela afirmou que o republicano está denegrindo a democracia dos EUA com esse discurso.
O candidato passou a dizer em sua campanha que ocorre uma fraude eleitoral no país. No último domingo, postou em sua conta no Twitter: "A eleição certamente está sendo fraudada pela mídia desonesta e distorcida que está empurrando Hillary Trapaceira - mas também em muitos locais de votação- TRISTE".
Trump, que está atrás de Hillary nas pesquisas de opinião, não forneceu qualquer indício para sustentar suas alegações de problemas nas urnas. A votação antecipada e pelo correio já começou em muitos Estados do país.
G1 – Mundo – de 20/10/2016



Na luta dos mais fracos.
Impiedosos somos todos,
atrás de uma lente,
desfigurada imagem.
Em uma competição
nada esportiva.
Na perda de carne,
gélidos pensamentos.
Pessoas desumanas.
Humanos desvalorizados
em atos mascarados,
feitos desesperados.
Fome da inteligência,
perdidos na negligência.
Para mais um dia sobreviver
em montantes obedecidos.

Murilo Conti Vieira


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Pelé alega problemas físicos e não vai acender a pira olímpica


O ex-jogador de futebol Pelé confirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não vai acender a pira olímpica durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Ele alegou que não tem condições físicas para participar do evento. 
“Ele não vai mesmo participar, ele foi ao médico ontem (quinta) e o músculo da perna esquerda não está muito legal, ele fez a cirurgia na perna direita e sobrecarregou a esquerda. Hoje ele faz a fisioterapia para o músculo e isso complica para o Pelé se movimentar. É só por isso que ele não vai participar. Ele não tem força, se colocar ele uma cadeira só um guincho para levar ele mesmo", disse o seu assessor, Pepito, em contato com a reportagem do UOL.
Pelé passou por uma cirurgia recentemente e passa por sessões de fisioterapia. Segundo Pepito, é possível que ele se recupere a tempo de participar da cerimônia de encerramento, no dia 21 de agosto.
"O médico da fisioterapia avisou: Pelé não dá para você se movimentar. Você imagina, entrar no avião, sai do avião, entrar no carro, sair do carro... isso o Pelé não consegue, mas se ele fizer uns 4, 5 dias de exercícios a semana que vem ele tem o mínimo já terá para se movimentar,. A semana passada ele estava com um inchaço no joelho o médico fez um infiltração e falou, olha, fica um tempo sem fazer exercícios. Então, tudo o que faz perde, agora começa tudo de novo, talvez para o enceramento ele esteja (em condições de ir)”.
Pelé confirmou em evento no começo da semana que foi convidado para acender a pira olímpica. Porém, diante da incerteza em relação à sua presença, a reportagem apurou que os organizadores já trabalhavam com quatro nomes reservas para o momento mais aguardado da cerimônia. Pressionado, o Comitê terá poucas horas para resolver a questão.
Segundo pessoas do Rio-2016 ouvidas pela reportagem, esses quatro nomes já foram convidados para uma “participação especial no protocolo da tocha na abertura” e responderam positivamente. As quatro pessoas, todas ligadas diretamente ao esporte, estão ensaiadas e participarão da festa. Uma delas, no entanto, deve mudar de papel na cerimônia e acender a pira.
Na quinta-feira, um ensaio foi realizado no estádio do Maracanã para testar a cena sem a presença de Pelé. Nos últimos dias, todos os testes eram feitos contando com a participação do ex-jogador de futebol.
Entre os quatro “reservas”, Guga e Hortência são nomes certos. Os outros dois ainda são mantidos em sigilo.
Além do ex-campeão de tênis e da ex-atleta de basquete, o Comitê Organizador convidou para o protocolo da tocha o nadador César Cielo, que recusou a participação, e pensou no nome da ex-saltadora Maurren Maggi, cujo nome não foi bem aceito no COI por causa de um episódio de doping em 2003.
Pelé também emitiu uma nota. Veja na íntegra.
Queridos amigos,
Só Deus é mais importante do que minha saúde! 
Em minha vida tive fraturas, cirurgias, dores, internações em hospitais, vitórias e derrotas, e sempre respeitando aqueles que me admiram. A responsabilidade das decisões é minha onde sempre procurei não decepcionar a minha família e o povo brasileiro.
Neste momento eu não estou em condições físicas de participar da abertura da Olimpíada.
E como brasileiro, peço a Deus que abençoe a todos que participarem desse evento e que seja um grande sucesso e termine em paz!

Edson Arantes do Nascimento - Pelé

uol – Olimpíadas – de 05/08/2016


Como podem fazer isso,
judiando do povo mundial?
Dizer das pessoas
que não têm movimentos
não podem transmitir alegrias.
Já foi realizado isso.

Murilo Conti Vieira

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Funcionários da Athenas iniciam greve e São Carlos fica sem ônibus


Motoristas e cobradores da Athenas Paulista paralisaram os trabalhos nesta terça-feira (2), interrompendo o serviço de transporte público de São Carlos (SP).
A decisão surpreendeu passageiros e houve confusão por volta das 6h, quando alguns ônibus tentaram sair e foram impedidos pelos trabalhadores em greve. A Polícia Militar foi chamada e tentou até escoltar um dos veículos para que ele conseguisse sair, mas o coletivo voltou para a garagem e o portão foi fechado.
A greve não tem data para terminar e, segundo a categoria, foi motivada porque a prefeitura não assinou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que garantia a contratação dos funcionários da empresa pela Suzantur Mauá, que vai assumir o transporte coletivo de forma emergencial em 10 de agosto.
"O município de São Carlos ficou de assinar esse Termo de Ajuste de Conduta e o prazo era ontem, segunda-feira, e eles informaram que não iriam assinar", disse Amador Bandeira, advogado do sindicato da categoria. "Não há garantia que essa nova empresa vá aproveitar os trabalhadores da Athenas, e muito menos há garantia de salários, benefícios que os trabalhadores hoje já têm com a Athenas Paulista", completou.
Segundo o advogado, os trabalhadores querem que as autoridades reconheçam seus direitos e que haja uma negociação com a nova empresa.
Entenda o caso
O contrato com a Athenas Paulista está vencido há dois anos e, em maio, o Ministério Público e a prefeitura fizeram um acordo em que ficou definido que a administração teria até 23 de agosto para contratar uma nova empresa.
A companhia escolhida foi a Suzantur Mauá e o anúncio da mudança gerou temores de demissão e de falta de pagamento dos direitos trabalhistas entre os funcionários da Athenas.
Bandeira alegou que a concessionária não tem dinheiro para pagar as verbas rescisórias dos 630 trabalhadores, que, segundo ele, passam dos R$ 16 milhões, e, por isso, o grupo começou a pedir uma transição realizada aos poucos.
A troca começará no dia 10 de agosto e Suzantur vai assumir 14 linhas semanalmente até completar as 61 que atendem a população da cidade.
G1 – São Carlos e Araraquara – de 02/08/2016


Como podemos
ter uma vida
de emprego digno
para sustentar
uma família
sem transporte?

Como podemos
esquecer que
adiante passa
a honra de um ser?

Como podemos
ignorar aqueles
que nos transportam
para uma realidade
inexistente da mente?

Murilo Conti Vieira